Hoje, estive no Leblon e uma coincidência aconteceu. Saí do compromisso no exato instante que começava a exibição de "Cisne Negro", com a lindíssima Natalie Portman. Fui capturada por este filme: o balé é uma das minhas paixões.
Não só isso. Disseram também que a sua mãe azucrinava sua vida. E, por certa identificação resolvi assistir.
O filme é sem dúvida a melhor encenação de um delírio psicótico. Não só das alucinações quanto das outras questões psicopatológicas que envolvem a estrutura psicótica: o delírio, sem nenhum recurso de simbolização, as alucinações corpóreas, visuais e auditivas - as vozes, o efeito da droga sobre esta estrutura e o lugar que ela ocupa. Isso sem falar dos acessórios: a mãe e o desejo da mãe, a não diferenciação sexual, o tempo lógico, a paranóia, a obsessão... Não vou fazer um comentário extenso, pois não quero acabar com a graça do filme. Não agora!
O mais interessante foi ver as velhinhas saindo do cinema na parte em que ela se masturba... Putz! Revelei uma parte!
Ninguém gostou, ao menos da minha sessão. Talvez, porque, assim como as sinopses que eu vi sobre o filme, a questão da psicose não seja uma questão. E mais ainda, porque isso não é claro para todos. Foi entendido como estresse... Mas aquilo já estava posto, e a coisa só emergiu depois da convocação como primeira bailarina... Não existia recurso subjetivo para tal. Não havia como simbolizar, só restava SER. Ser os cisnes.



A coisa do gostar e não gostar é um dos meus temas favoritos quanto ao cinema, o gostar e não gostar é demais valorizado, ambos podem muito bem levar a um conformismo das experiências e verdades radicalizadas em nossa impressão de realidade.
ResponderExcluirDepois leio com mais calma outras coisas do seu blog.
Bjos, Carol.
Gostei do seu textículo!
ResponderExcluirum bj