domingo, 1 de janeiro de 2012

Recebi em resposta. Era tudo que eu queria ouvir e tudo que eu precisava dizer:

"Desejar feliz Ano Novo é algo vazio se não tivermos feito nada para que o futuro seja melhor. A melhor forma de desejar um feliz Ano Novo é fazer algo no presente para que isto se concretize no futuro".

Final de ano. No meio das festas de Natal e Ano Novo surge a expectativa do recomeço e da mudança. Cartomantes, astrólogos, entre outros, são consultados pelos meios de comunicação e pela população para saber como será o ano que está chegando. As pessoas desejam feliz Ano Novo umas para as outras. Todo final de ano é marcado por essa expectativa de que o ano que se iniciará será melhor. Mas de onde vem essa expectativa e essas previsões? Qual é a base real dessa expectativa? O que significa a passagem de um ano para outro? Tais questões são raramente colocadas, pois as pessoas dificilmente questionam o ar que respiram, e isto vale para o “ar cultural”, isto é, o mundo das tradições e concepções que permeiam a vida cotidiana.

As expectativas são produto do desejo de uma vida melhor, de um futuro mais feliz. A origem dessas expectativas está em dois elementos: descontentamento e desejo. O descontentamento com a vida atual (em sua totalidade ou em vários de seus aspectos, que, caso da sociedade moderna, remetem à vida profissional, afetiva, financeira, política) traz o desejo da mudança, a esperança de que dias melhores chegarão, sonhos serão realizados.

O descontentamento e o desejo criam a expectativa e a crença na mudança, bem como uma pseudestesia (falsa sensação) coletiva de renovação. As previsões das pessoas não possuem, na maioria dos casos, uma base concreta. Isso faz das previsões místicas um forte atrativo, pois reforçam a esperança e crença na mudança.

A maioria percebe esse processo como sendo individual: descontentamento, objeto do desejo, expectativa, crença em mudanças para o indivíduo. Embora possam ocorrer mudanças individuais, elas são limitadas caso não ocorram mudanças sociais. Daí o eterno descontentamento e desejo de mudança, pois, mesmo aqueles que sobem um degrau na ascensão social, enriquecem e realizam desejos que, no fundo, não significam realização pessoal, já que eles continuam presos em uma sociedade mercantil, burocrática e competitiva, continuam sentindo o descontentamento e a necessidade de nova mudança. A mudança no sentido coletivo era mais comum em sociedades “primitivas”, não marcadas pelo individualismo e pela competição, embora não tenha sido abolida, mas apenas marginalizada, na sociedade moderna.

Porém, a passagem para o Ano Novo não significa nenhuma mudança em si. O ano é um período de tempo construído por meio de um processo classificatório, utilizando como critério o tempo que o planeta Terra gasta para dar a volta em torno do Sol. No mundo contemporâneo, é o que se chama “ano solar”, cuja origem é egípcia. O que ocorre é um movimento físico de um planeta em torno de uma estrela, marcando determinado período de tempo. Esse período de tempo também expressa mudanças biológicas nos seres vivos, entre outros, mas não apresentando nenhum salto ou mudança radical.

A expectativa de mudança que ocorre neste período do ano é direcionada para a esfera das relações sociais, que não sofrem nenhuma grande influência deste movimento físico que serve de critério classificatório para a duração do ano. Além disso, a demarcação de quando é o fim do ano e início do seguinte é arbitrária, um produto social. Poderia ser, ao invés do dia 1º de janeiro, em agosto, desde que o calendário tivesse sido produzido sob outra forma, com outra marcação das datas. E era assim, por exemplo, no antigo Egito, onde o ano iniciava em 19 de julho. Em outros casos, o início do ano ocorre em outras datas, tal como março, setembro, dezembro. Isto sem falar dos calendários nos quais o ano tem mais de 12 meses. 

Algumas mudanças superficiais reforçam essa pseudestesia coletiva de renovação. Como várias relações sociais se organizam a partir da demarcação temporal do calendário anual, isto reforça a percepção de uma mudança. O calendário escolar, por exemplo, se organiza principalmente de forma anual, o que significa que o indivíduo fica na expectativa de encontrar novas pessoas, viver novas relações. Mesmo sendo um calendário semestral, a sensação de renovação ocorre, reforçada pelo clima geral anunciado pelo Ano Novo e bastante amplificada pelos meios de comunicação, pelo misticismo e pelas religiões. No Ano Novo também há o recomeço do campeonato de futebol e outras competições esportivas, as promessas de novos programas na TV e mais algumas mudanças que, no fundo, nada mudam ou mudam superficialmente, ou localizadamente, atingindo apenas alguns indivíduos ou grupos sociais, o que é pouco mais do que a mudança individual acima aludida. Porquanto, não há mudança na totalidade das relações sociais. Em alguns casos individuais, as mudanças são um pouco mais profundas, tal como para quem passou no vestibular ou acertou um novo contrato de trabalho. 

No que se refere às relações sociais, as mudanças não caem do céu, nem ocorre nenhum acontecimento mágico no 1º de janeiro que provoque qualquer alteração que não seja um processo de continuidade em relação ao(s) ano(s) anterior(es). A Segunda Guerra Mundial, deflagrada em 1939, não nasceu neste ano, pois foi produto de um longo processo histórico que gerou sua razão de ser e existência. Assim, se alguém quer acontecimentos novos no ano seguinte, tem que perceber que existe um processo que traz um conjunto de tendências e que a pura vontade, a fé ou o misticismo nada poderão fazer nesse sentido, já que são as ações anteriores que irão promover as possíveis mudanças. Embora a vontade e a fé sejam elementos que podem influenciar os acontecimentos, a preparação e a ação presente são mais importantes para se alterar o futuro. Isto nada tem a ver com a passagem para o Ano Novo. Um dia mágico no qual as coisas mudam sem nenhuma ação nesse sentido é impossível. A ruptura entre o presente e o futuro não ocorre, pois o futuro é construído no presente — carregando as influências do passado —, inclusive a ruptura. Nada acontecerá no ano que vem que já não esteja preparado, ou em forma embrionária, neste ano e nos anos anteriores. Por conseguinte, desejar feliz Ano Novo é algo vazio se não tivermos feito nada para que o futuro seja melhor. A melhor forma de desejar um feliz Ano Novo é fazer algo no presente para que isto se concretize no futuro.

NILDO VIANA é escritor e sociólogo.
Enviado para mim por Josemar Santos da Fonseca.



sábado, 31 de dezembro de 2011

2012

São os primeiros minutos de 2012. Pela primeira vez os fogos me irritaram. As pessoas me irritaram. A roupa nova e o branco me irritou. Preferi passar a "virada" chorando solitária no meu quarto. Ao olhar a tela enquanto escrevo, ouço a queima de fogos da praia. Mais parece um bombardeio do que uma comemoração. São persságios de que este ano será um ano duro... um ano em que terei que me deparar com muitas, mas muitas coisas que me fundamentam.
Os primeiros minutos de um ano... Artifícios da cultura tentam enfiar guela abaixo de que "daqui pra frente, tudo vai ser diferente"...  Será difícil romper com a continuidade.
Quem me dera que as coisas mudassem como a gente imagina com uma queima de fogos, uma passagem fake de um segundo. Irei emagrecer, parar de fumar, ser mais tolerante, menos grossa... Se realmente tudo isso tiver um efeito simbólico, que este venha. Mas se tiver que passar pelo ritual das ondinhas, do branco, do espumante, ficará para 2013. Isso se o mundo não acabar.
Que venha 2012, com todos os desafios. Pois 2011 já me calejou bastante...

sexta-feira, 25 de março de 2011

-)-


Ai, Ai. Sabe, temos que acreditar que as coisas são duradouras, e que tudo será eterno. Perdi as ilusões. Os amores acabam, renascem, as peles caem, o frescor se esvai, a velhice chega e se vai com a morte... Rotas imaginárias são modificadas a cada variável - imprevisível - encontrada no caminho. Nunca me imaginei nesta situação que vivo hoje, em parte, não a planejei, mas, de alguma forma, a desejei, cunhei e assumo, sem vitimismo, o risco. Com isso, parte do dispêndio de energia que gasto nas vaguidões, foram elevadas ao estatuto de boa eficiência. Balela, pura balela...
Boa eficiência em um outro sentido. Não significa concordar com o valor agregado ao "bom". Não significa que estou bem, sem sofrer, vida em rosa... Angustio-me, sofro, perco-me, faço besteiras, erro. E como se erra! Mas a questão é a não paralisação frente aos dilemas impostos pela vida. Sigo, de maneira eficiente, para poder viver a vida, com suas perdas que já nisso, compreendem a eficiência de viver.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cisne Negro: Uma exibição da psicose.



Hoje, estive no Leblon e uma coincidência aconteceu. Saí do compromisso no exato instante que começava a exibição de "Cisne Negro", com a lindíssima Natalie Portman. Fui capturada por este filme: o balé é uma das minhas paixões.
Não só isso. Disseram também que a sua mãe azucrinava sua vida. E, por certa identificação resolvi assistir.
O filme é sem dúvida a melhor encenação de um delírio psicótico. Não só das alucinações quanto das outras questões psicopatológicas que envolvem a estrutura psicótica: o delírio, sem nenhum recurso de simbolização, as alucinações corpóreas, visuais e auditivas - as vozes, o efeito da droga sobre esta estrutura e o lugar que ela ocupa.  Isso sem falar dos acessórios: a mãe e o desejo da mãe, a não diferenciação sexual, o tempo lógico, a paranóia, a obsessão... Não vou fazer um comentário extenso, pois não quero acabar com a graça do filme. Não agora!
O mais interessante foi ver as velhinhas saindo do cinema na parte em que ela se masturba... Putz! Revelei uma parte!
Ninguém gostou, ao menos da minha sessão. Talvez, porque, assim como as sinopses que eu vi sobre o filme, a questão da psicose não seja uma questão. E mais ainda, porque isso não é claro para todos. Foi entendido como estresse... Mas aquilo já estava posto, e a coisa só emergiu depois da convocação como primeira bailarina... Não existia recurso subjetivo para tal. Não havia como simbolizar, só restava SER. Ser os cisnes.





domingo, 6 de fevereiro de 2011

Semanamor.

Segunda, te amo.
Terça, não te quero mais.
Quarta, prefiro ficar só.
Quinta, não aguento mais.
Sexta, procuro outro.
Sábado, não me satisfaz.
Domingo, volto a te amar...


sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Paz

"A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz."
Gilberto Gil. "A Paz"

O silêncio é bom para ouvirmos os nossos pensamentos.

O que todos querem: PAZ... A paz mundial, interior, paz no Rio...
Tal como a paz é a felicidade. Não é uma condição de eternidade, mas uma efemeridade que logo torna a situação de não paz e não felicidade. Isso dura, mais ou menos o tempo de sua perturbação dar uma voltinha na esquina para ir comprar cigarros. É o tempo que aproveito este silêncio para tentar expurgar, exsolver, expugnar neste blog...
Pronto acabou, a coisa voltou.
É isso a Paz e a Felicidade. Uma efemeridade.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dissonâncias

Depois de tanto chorar, e em seguida, tal como um palhaço tem de esconder sua dor e para fazer o espetáculo, fui arrebatada por um cansaço insondável do corpo, mas o espírito - refiro-me assim àquele inominável que faz voz ao orgânico - em dissonância com o corpo queria produzir.
Ontem foi, talvez, um dos maiores dias da em que a dissonância pode quase se condensar. Ouso dizer que ela se condensou em dois corpos, duas histórias e dois futuros. Se presentificou com grande parte dos sentidos que essa palavra pode comportar além dos novos que a imponho neste momento: desafinação, desentoação, descompasso, desentendimentos, "junção de sílabas ou palavras que soam mal, falta de proporção nas formas; desarmonia entre as partes. [Antôn.: harmonia]  Falta de coerência entre duas ou mais coisas; falta de harmonia numa combinação de elementos (cores, opiniões, figuras, estilos etc.)"
A dissonância é uma condição subjetiva, pois é nela que  o hiato se forma para que haja a irrupção do sujeito. Não posso dizer que isso é positivo ou negativo, pois a insurgência do sujeito não tem esse juízo de valor. Simplesmente foi. Se o entendimento de tudo não tivesse um resto, um descompasso, não teríamos terreno para as escolhas, as interpretações, e até mesmo o próprio reconhecimento do outro enquanto sujeito, pois se partimos da nossa divisão pressupomos também um outro dividido.
A história que me remete a dissonância é "Peter Pan", que ao contrário de outros finais felizes, os apaixonados não vivem - juntos - felizes para sempre. "De volta ao lar, Wendy pediu para que ele ficasse.
Peter Pan disse não, ele preferiu a Terra do Nunca, assim ele nunca cresceria e poderia brincar com todas as crianças sempre." A escolha que contraria os corações dos apaixonados, foi uma escolha do sujeito, e que depois teve de arcar com o rebote da sua decisão. Pan não teria mais as histórias da Wendy e nem seu verdadeiro amor por perto. Mas Wendy também poderia ter escolhido fica na Terra do Nunca, mas decidiu voltar para casa e crescer, e abriu mão da condição de ser criança para sempre, brincar e amá-lo. Uma ação prescinde sempre de dois, no mínimo, mas no mais das vezes dois. Demorei seis anos para começar a elaborar isso...
Tal como Pan disse não. Tal como Wendy disse não. Recolho as consequências em dissonância.
Amei intensamente, tal como Pan e Wendy, mas também recusei este amor em nome de escolhas outras, que pareciam ser importantes, assim como para os personagens, difíceis de abrir mão. Mas por toda uma eternidade isso se manteve latente, uma chama de richout. Wendy passou a sua vida adormecendo olhando na janela para ver se Pan voltaria. Pan, vez ou outra, dava umas incertas no quarto de Wendy para admirá-la dormindo...
O promotor e o atenuador das dissonâncias é a fala. O promotor, pois, no mais das vezes, é o que se diz é que é abismático para si mesmo e para o outro, mas é também quando se fala, e se "refala" é que esses maus entendidos, causados pelo saber sabido sobre o dito do outro é que se esfacela e torna-se a ficar mais próximo de uma certa consonância -  pois isso é o máximo que se pode chegar, já que nunca a coisa em si é capturada, e está desde sempre perdida.
Decidi falar. Falar tudo - respeitando sempre que o tudo é fundamentalmente quase tudo. Apostei. Saberes sabidos se demonstraram errôneos, e por anos as coisas ficaram tão quadradinhas quanto dissonantes. Nutríamos um pelo outro algo especial, e durante anos colocamos em pé de promiscuidade e descaso. O ácido pode ser doce, e a dureza pode ser afetuosa.
A dissonância me acompanhou na palavra, pois dizer o que vinha à cabeça era quase um parto. Era um descompasso do corpo, pois algo queria mexer a boca, beijar, tocar, abraçar, ir embora, não chorar... Mas o corpo, quase autônomo, ou respondendo aos comandos que não os de meu julgamento egóicos, nada cumpria. Não mexeu a boca, muito menos permitiu ser tocado, pesou uma tonelada para levantar-se, chorou, "diluviou", debulhou-se em lágrimas.
Seguimos, fizemos cálculos inúmeros, com variáveis infinitas para se chegar a um resultado binário: 0 ou 1. Ama ou odeia? Fica ou vai embora? Não ou sim?!?!?! Mas na Terra da dissonância e do Nunca, as coisas não são bem assim. O resultado encontrado deu pane no meu processador. O resultado de horas de cálculo foi: algo igual a diferente de zero e diferente de um. Estou tentando ainda elaborar isso...
Gostaríamos muito que Pan e Wendy fechassem um círculo. Mas é assim, as coisas não são perfeitas, não acontece como a gente quer, o imaginário não é o real, o simbólico faz uma ponte pensil cheia de tábuas corroídas pelo destino... Saibamos aprender com a dissonância, não na forma de torná-la consonante, mas de tirarmos dela alguma preciosidade para lidarmos com a vida.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Máquina de Pinball.


Uma máquina de Pinball, todos sabem o que é: uma bolinha que bate em um monte de obstáculos e não se pode deixá-la ir para o buraco. E no final ganha-se pontos e tickets para serem trocados por aqueles brindes ridículos e inúteis destas casas de jogos quadradas de shopping. É isso. Imaginem agora uma máquina com quatro bolinhas  e que, cada uma luta por demarcar um obstáculo que a alavanque para que não a deixe cair no buraco. Essa é a experiência louca que há algum tempo atrás três pessoas toparam e levaram mais uma a reboque. Isso me leva a pensar como é incrível que, na nossa projeção, as coisas cabem mais nos espaços. O funcionamento hipotético é perfeito, desconsideramos coisas como: a desarrumação inerente ao movimento, as TPM's, as faltas de cigarro e citalopram, as TV's, o patinho... Ignoramos, e fazemos questão de ignorar o REAL da coisa. O IMAGINÁRIO é gestáltico, fechado e sublime. Só lá as coisas dão certo, nos devaneios. Quando topamos essa empreitada não contamos que um quarto e sala não comportam quatro pessoas, por uma questão tão óbvia quanto esquecida: precisamos de lugar, e isso falta. É apenas em um lugar que um sujeito pode surgir, seja nas suas meias sujas e viradas, nos seus documentos envoltos em panfletos de supermercados, ou mesmo nos programas de tv que apenas servem como música de ninar. "Cada um com a sua loucura", e que ela seja suportável para você e para o outro, mas para que isso aconteça faz-se necessário um palco, uma cena para que ela apareça. Sabe-se lá como estou escrevendo... Para ser didática (adoro usar exemplos e analogias): Escrevo agora ouvindo sons de remédios saindo de suas cartelas, um ventilador, o abominável BBB, o glub glub de água passando pela garganta, respirações, tosses, comentários idiotas. Isso tudo há meia luz, pois já tem gente querendo dormir. Ah, no outro canto do "laft-left-lift-loft-luft" um sujeito dormiu durante o castigo. Castigo no castigo do castigo. Melhor a máquina de sonhos do que a máquina de Pinball.


<http://pt.wikinoticia.com/cultura%20cient%C3%ADfica/inven%C3%A7%C3%B5es%20estranhas/64354-uma-maquina-de-pinball-em-uma-escala-humana> 



Exstante

(exs.tan.te)

a2g.
1 Que sobreviveu a um processo de eliminação ou destruição; SUBSISTENTE.

[F.: Do lat. exstante.]

Aulete Digital.

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"Ex..."

Existir

Exilado
Excluir
Exacerbado

Exnamorado
Exficante
Excomungado
Extraficante

Exstante

Estante
Instante
Insiste
Insistente
Incitante...
Deliza a cadeia
Significante!